Paris

000 - Paris

J. M. de Barros Dias

Paris, minha amada metrópole, tu és uma festa. Serás, sempre, a celebração da vida e de quanto nós, os humanos, fomos capazes de criar.

Vieram, hoje, com suas rogantes mãos góticas, os radicais, os ultras, os ladrões do mais puro amor. Eles chegaram sem se anunciar, com seus amargos corações excludentes. Não hoje, mas há já muito tempo, Bela, eles profanaram teu seio.

Têm as mãos sujas de ódio, os deficientes espirituais. Amputados do coração, neles só há intolerância e ódio. Vivem da conspiração e hão-de morrer como viveram: na dor e no sofrimento.

Eu voltarei a ti, cidade do Sena que se passeia em ti. Eu, e muitos outros, milhares, milhões, até, faremos tudo para que a Civilização prospere. Nós somos, Amada, bem mais e muito melhores do que eles, os empedernidos.

Ao contrário deles, nós somos pela paz. Eles, os bárbaros, com seus fuzis de sexta-feira, já estão perdoados. Que Deus tenha pena, pena absoluta, deles, Paris, meu Amor.